Atualidade
A investigação realizada no Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa) e no Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) foi tema de capa da edição de julho da publicação internacional Journal of Cell Biology. O estudo em causa ajuda a perceber o papel de algumas estruturas celulares, denominadas centrossomas, no desenvolvimento do cancro do esófago.
O Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia do Medicamento (EMA) emitiu um parecer positivo recomendando a aprovação de pembrolizumab em combinação com pemetrexedo e quimioterapia contendo platina (cisplatina ou carboplatina) para o tratamento de primeira linha do cancro do pulmão de células não-pequenas metastático (CPCNP) em adultos cujos tumores não expressem mutações EGFR ou ALK, independentemente da expressão de PD-L1. O anúncio foi feito pela MSD.
Estudo de fase III KEYNOTE-048 que avalia pembrolizumab em monoterapia no tratamento em primeira linha do cancro da cabeça e pescoço recorrente ou metastático (R/M HNSCC) atingiu o endpoint primário de sobrevivência global (OS) em doentes cujos tumores expressaram PD-L1 com uma marcação combinada positiva (CPS) ≥20. O anúncio foi feito pela MSD.
De acordo com uma das mais recentes investigações publicadas pelo Journal of Cancer Metastasis and Treatment, com o título “The combined analysis of solid and liquid biopsies provides additional clinical information to improve patient care”, em 86% dos mais de 350 casos analisados o estudo genómico combinado de biópsias sólida e líquida proporcionou informação molecular muito valiosa, diferente da que se tinha obtido anteriormente. Esta informação permite, então, aos oncologista prescrever o tratamento mais adequado para cada um dos seus doentes.
A Pierre Fabre anunciou recentemente que o Comité dos Medicamentos para Uso Humano (CHMP) da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) adotou um parecer positivo recomendando a aprovação encorafenib e binimetinib em combinação para o tratamento de doentes adultos com melanoma metastático ou irressecável com uma mutação BRAFV600. Esta opinião é baseada nos dados do ensaio de Fase 3 COLUMBUS. A recomendação do CHMP será agora revista pela Comissão Europeia (CE), que detém a autoridade para aprovar medicamentos para a União Europeia (UE). A decisão será aplicável a todos os 28 estados membros da UE, além de Liechtenstein, Islândia e Noruega.
Por ocasião da 10.º Edição da reunião Personalised Healthcare in Oncology, decorrida nos dias 7 e 8 de junho, no edifício da Roche, o Prof. Doutor Fernando Schmitt, na conferência de abertura, abordou a temática da medicina personalizada nos próximos 10 anos.
No segundo dia da 10.º edição da reunião Personalised Healthcare in Oncology, organizada pela Roche, o Prof. Doutor José Carlos Machado explicou a evolução dos testes genéticos, desde os seus primórdios, com a análise de um ou poucos genes, até à atualidade, com a análise de uma multiplicidade de biomarcadores, como consequência do aparecimento da Next Generation Sequencing.
O Grupo PharmaMar realizou recentemente a sua Assembleia Geral Anual de Acionistas, onde foram revistos os resultados de 2017 e discutidos os planos futuros para a empresa, sobretudo em Oncologia, área onde a companhia tem moléculas em diferentes estados de desenvolvimento clínico.
A MSD anunciou recentemente que a Food and Drug Administration (FDA) aceitou para revisão o pedido de Licença Biológica suplementar (sBLA) de pembrolizumab em combinação com carboplatina-paclitaxel ou nab-paclitaxel como tratamento de primeira linha para o cancro do pulmão de células não-pequenas escamosas metastático (CPCNP), independentemente da expressão de PD-L1. Este sBLA é fundamentado em dados do estudo de fase 3 KEYNOTE-407, apresentados recentemente na Reunião Anual de 2018 da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO). A FDA concedeu a revisão prioritária deste sBLA e estabeleceu uma Lei de Taxa de Usuário de Prescrição de Medicamentos (PDUFA), ou ação de destino, a 30 de outubro de 2018.
Nos últimos anos, a área dos estudos genómicos tem tido grande desenvolvimento. No caso específico da Oncologia, estes estudos têm especial relevância, principalmente devido à complexidade de lidar com o cancro, à grande variedade de terapias que podem ser administradas e ao aumento do número de doentes. Para esclarecer algumas dúvidas em torno destas novas ferramentas de diagnóstico, baseadas na Medicina personalizada, a OncoDNA elaborou um conjunto de pontos-chave que definem e perfilam a utilidade dos estudos genómicos no tratamento de uma doença oncológica.








