Opinião
A pandemia implicou uma ESMO virtual. Quando avaliamos os fatores de risco para morte e hospitalização em 1012 doentes com tumores torácicos que desenvolveram COVID-19, constatamos que fatores como: pior estado geral, estadio avançado, fumadores, idade superior a 65 anos, previamente submetidos a quimioterapia versus imunoterapia e sob corticoterapia se associava a uma elevada mortalidade (32%).
O cancro de cabeça e pescoço (mais frequentemente espinocelular) é o sexto tipo de tumor mais frequente no mundo e responsável por 1-2% de todas as causas de morte. As taxas de curas são melhores na doença localizada ou locorregional, contudo a sobrevivência aos 3 anos não ultrapassa os 40%. Existem diferentes prognósticos conforme a localização, o tipo histológico e os fatores de risco associados, além, obviamente, do estadio ao diagnóstico.
A terapêutica do cancro do ovário (CO) manteve-se praticamente inalterável durante um longo período e a investigação de biomarcadores com potencial impacto na prática clínica revelou-se lenta ao longo dos anos. Tradicionalmente, o tratamento do CO tem por base a cirurgia de citorredução máxima, a quimioterapia à base de platino, eventualmente associada a tratamento concomitante e de manutenção com o anti-angiogénico bevacizumab.
No âmbito do Dia Nacional de Luta Contra o Cancro da Mama, assinalado no dia 30 de outubro, o Dr. Vítor Rodrigues, presidente da Liga Portuguesa Contra o Cancro, faz um ponto de situação dos 30 anos do rastreio do cancro da mama em Portugal. Leia o artigo de opinião na íntegra.
A próstata é uma glândula exócrina do aparelho genital masculino fundamental para a reprodução. A sua principal função é segregar um conjunto de substâncias que são responsáveis, entre outras funções, pela liquefação do esperma depois da ejaculação e pela preservação dos espermatozoides para a fecundação através dos nutrientes e bactericidas presentes no esperma.
Outrora um investimento de risco, a Biotecnologia é hoje uma forte aposta para o futuro. Os números são claros: os pedidos de patente continuam a crescer, e Portugal segue esta tendência de forma segura.
Desde longa data que, nos tumores sólidos, a biópsia tecidular é o exame de excelência para diagnóstico histológico e estudos imunoquímicos, genéticos e moleculares das diversas neoplasias. Tradicionalmente, as ferramentas anatómicas, patológicas e também as imagiológicas permitiram, em combinação, uma avaliação de cada tumor sólido e o seu estadiamento de acordo com a classificação clínica de Tumor, Nódulo e Metástase (TNM). Até à data, a maioria dos tratamentos em Oncologia são baseados nesse estadiamento e classificação. Acrescentar informação obtida através da Medicina Molecular é essencial para otimizar a terapêutica de cada doente e de cada tumor.
O tromboembolismo venoso (TEV) é uma entidade que inclui a trombose venosa profunda e a sua maior complicação, a embolia pulmonar. Na trombose venosa profunda forma-se um trombo (coágulo de sangue) numa veia localizada profundamente que dificulta ou impede o fluxo normal de sangue. A maioria dos trombos ocorre na coxa ou na perna, mas também podem acontecer no braço ou noutras partes do corpo.
O cancro da mama é a neoplasia mais frequente no sexo feminino. Constituem fatores de risco para o desenvolvimento de cancro da mama o sexo, a idade, a história familiar, a história reprodutiva (como a menarca precoce, a menopausa tardia e a nuliparidade) e síndromes hereditários, como as mutações dos genes BRCA1 e BRCA2. A implementação de programas de rastreio trouxe uma redução na mortalidade de cerca de 40%, ao permitir um diagnóstico em fases mais precoces da doença.
A sustentabilidade do Sistema Nacional de Saúde está em risco. Evidencia-se cada vez mais a necessidade de capacitar as associações de doentes e os doentes, pois o sistema por si não terá capacidade de reposta ao crescente número de doentes crónicos, pela melhoria dos tratamentos e pelo consequente envelhecimento da população, entre outros fatores. Por isso, chegou-se à conclusão da necessidade de mudar o paradigma. O abandono da medicina paternalista em favor de uma medicina centrada no cidadão/ utente/ doente, incluindo o próprio no processo da decisão do tratamento. Como é óbvio, não se deve decidir nada sem auscultar os próprios doentes e representantes na construção de um futuro melhor e o papel das associações junto da sociedade e do poder político deve ser interventivo.








