Atualidade
A Prof.ª Doutora Eva Ciruelos começou por mencionar os ensaios clínicos que demonstraram o benefício da adição dos iCDK4/6 abemaciclib, palbociclib e ribociclib à terapêutica endócrina, em doentes com cancro da mama avançado HR+/HER2- que receberam terapêutica endócrina anterior (MONARCH 2, PALOMA-3 e MONALEESA-3, respetivamente). Para os três inibidores, a melhoria em termos de sobrevivência livre de progressão (PFS) foi na ordem dos 50% vs terapêutica endócrina apenas, um valor que a oradora considerou “impressionante”.
Na 2.ª parte do simpósio, a Dr.ª Leonor Matos relembrou que, em cancro da mama avançado, a terapêutica implementada deve visar não só o prolongamento da sobrevivência e o atraso da progressão da doença, como também o alívio sintomático e a manutenção da qualidade de vida.
O Simpósio Satélite da Lilly, intitulado “Otimizando os resultados do tratamento com inibidores de CDK4/6”, aconteceu a 22 de maio, no âmbito dos Encontros da Primavera 2021. A Prof.ª Doutora Eva Ciruelos, médica oncologista do Hospital HM Puerta Del Sur, Madrid, e a Dr.ª Leonor Matos, médica oncologista do Hospital São Francisco Xavier – Centro Hospitalar Lisboa Ocidental, foram as palestrantes convidadas, numa sessão moderada pela Dr.ª Ana Joaquim, do Centro Hospitalar Vila Nova de Gaia/Espinho, e pelo Prof. Doutor José Luís Passos Coelho, do Hospital da Luz Lisboa. A individualização das decisões terapêuticas com inibidores de CDK4/6 (iCDK4/6) e a gestão da toxicidade gastrointestinal associada a abemaciclib, no tratamento do cancro da mama avançado recetor hormonal positivo (HR+)/HER2-, foram os principais tópicos abordados.
Embora a quimiorradioterapia com cisplatina continue a ser o tratamento de referência de doentes fit com tumores de cabeça e pescoço localmente avançados, na sessão da Dr.ª Teresa André, médica oncologista do Hospital Dr. Nélio Mendonça, esta recordou as toxicidades associadas a esta terapêutica. Para esta oncologista é fundamental discutir alternativas, já que apesar do mau prognóstico inicial destes doentes “a doença localmente avançada permanece potencialmente curável”. Esta sessão contou com a moderação da Dr.ª Cláudia Vieira, médica oncologista do Instituto Português de Oncologia do Porto, e da Dr.ª Marisa Lobão, radioncologista na Clínica de Radioncologia dos Açores. Para assistir ao conteúdo completo da sessão, por favor visite erbitux.pt
Nas boas vindas à sessão da tarde do 14.º Simpósio Nacional de EGFR, o Dr. Ricardo Blum, enalteceu o programa centrado nas mais recentes atualizações e nos tratamentos considerados mais promissores para os doentes que sofrem de carcinoma da cabeça e do pescoço recorrente e/ou metastático. Lamentando as atuais circunstâncias que impedem a realização presencial do evento, o diretor médico da Merck Portugal vincou a importância de “manter a tradição” mesmo em formato diferente, mostrando-se convicto de que será mais um “evento de sucesso”.
Na sessão que contou com a moderação da Dr.ª Cláudia Vieira, médica oncologista do Instituto Português de Oncologia do Porto, e da Dr.ª Marisa Lobão, radioncologista na Clínica de Radioncologia dos Açores, a Dr.ª Lúcia Águas, médica oncologista do Centro Hospitalar Universitário de São João no Porto, descreveu em detalhe um caso clínico do seu centro. O doente em causa, com carcinoma epidermoide da amígdala, foi tratado com um esquema de cetuximab + radioterapia (RT), não apresentando ao fim de mais de quatro anos de seguimento evidência de recidiva. Para assistir ao conteúdo completo da sessão, por favor visite erbitux.pt
Com o avanço da investigação científica na área do cancro e a identificação de diversos biomarcadores, surgem dúvidas quanto ao tratamento mais adequado para cada doente. A Dr.ª Leonor Pinto, médica oncologista do Departamento de Oncologia Médica do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, confessa que se depara com este dilema diariamente e propõe um algoritmo, partindo dos ensaios clínicos mais relevantes até à data e olhando para cada caso clínico como um “puzzle” onde se vão encaixando as diferentes variáveis a considerar. A sessão contou com a moderação da Dr.ª Ana Joaquim, médica oncologista do Centro Hospitalar de Vila Nova Gaia/Espinho e presidente do GECCP, e da Dr.ª Leonor Ribeiro, médica oncologista do Centro Hospitalar de Lisboa Norte. Para assistir ao conteúdo completo da sessão, por favor visite erbitux.pt
Em 2015, foi publicado um ensaio de fase 2 no qual o esquema TPEx* demonstrou um perfil de eficácia e segurança promissor no tratamento em primeira linha de doentes com cancro pavimentocelular da cabeça e do pescoço recorrente ou metastático (CPCCP R/M).1 Numa das intervenções da tarde, a Dr.ª Patrícia Semedo, interna de Oncologia Médica do Hospital de Santa Maria em Lisboa, partilhou com a audiência um pouco da sua experiência com este regime terapêutico. A sessão foi moderada pela Dr.ª Joana Febra, médica oncologista do Centro Hospitalar do Porto, e pelo Dr. José Alberto Teixeira, médico oncologista do Hospital Beatriz Ângelo. Para assistir ao conteúdo completo da sessão, por favor visite erbitux.pt
A Associação de Investigação e Cuidados de Suporte em Oncologia (AICSO), em parceria com o Centro de Reabilitação Profissional de Gaia (CRPG) e a Liga dos Amigos do Centro Hospitalar de Gaia (LACHG), associa-se ao mês de sensibilização para os tumores cerebrais e subscreve o desafio “Go Gray in May” partilhando o alerta para esta patologia rara e pouco conhecida pela maioria das pessoas.
A Astellas anuncia um novo tratamento para homens com cancro da próstata metastático hormonossensível (CPmHS, também designado cancro da próstata metastático sensível à castração ou CPmSC). Os homens diagnosticados com CPmHS tendem a apresentar um mau prognóstico, com uma sobrevivência mediana de aproximadamente 3-4 anos, destacando-se a necessidade de novas opções de tratamento.








