Entrevistas
Multidisciplinar é a palavra que melhor caracteriza a equipa que se dedica diariamente ao cancro da mama. “Pretendemos ter uma resposta centrada na mulher e na família e tornar a doente capaz de ser proativa e perspicaz em todo o processo.” A Enf.ª Sónia Ferreira, da Fundação Champalimaud, destaca que o Guia Cancro do Ovário permite aumentar a literacia sobre a patologia para que a sua jornada se torne mais acessível. Veja o vídeo.
A Dr.ª Cristiana Marques, oncologista no Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, retrata o cancro do ovário como “pouco conhecido e abordado pela comunicação social”, pelo que se torna primordial as mulheres saberem reconhecer os sinais de alerta. “A literacia é fundamental não só para o diagnóstico cada vez mais precoce, mas também para o manuseamento e adequada gestão dos efeitos secundários associados ao tratamento”. Assista à entrevista.
Porque os resultados não são iguais aos ensaios clínicos? Esta é a questão que o Dr. Nuno Bonito, do IPO de Coimbra, lançou para discussão, destacando que “é muito importante que tenhamos sucesso do ponto de vista terapêutico”. Na sessão “Cancro colorretal com amplificação do HER2: desafios e oportunidades”, o especialista partilhou que os maiores desafios foram “encontrar dados robustos de ensaios com número de doentes suficiente”. Veja a entrevista realizadas nas XI Perspectivas em Oncologia.
O Dr. Miguel Barbosa, presidente das XI Perspectivas em Oncologia e diretor do Serviço de Oncologia do Centro Hospitalar Universitário de São João, retrata esta edição como “muito positiva” e “com muito sucesso”, refletido na qualidade do programa científico e no ambiente propício a discussão durante o encontro. Em entrevista, o presidente parabeniza os vencedores dos prémios e revela as datas da próxima edição das Perspectivas em Oncologia. Veja o vídeo.
“A abordagem terapêutica do cancro do ovário tem vindo a alterar-se e a revolucionar a perspetiva de vida das doentes.” Quem o afirma é a Dr.ª Mafalda Casa-Nova, oncologista no Hospital Beatriz Ângelo. Apesar disso, Portugal mantém “um problema” no tratamento destas doentes com uma grande divergência nas terapêuticas entre o nosso país e a Europa. A este fator agrava-se o facto de ser uma patologia associada a “um mau prognóstico” com taxas de sobrevivência pouco favoráveis. Assista à entrevista.
“O paradigma do tratamento do cancro está a mudar e as novas opções de terapêuticas vão trazer um novo panorama de reações adversas que são desconhecidas.” É este o ponto de partida que a especialista em Farmácia Hospitalar, Dr.ª Henriqueta Sampaio, destaca para a importância de “recolher informação sobre o perfil de segurança e de notificar às entidades competentes”. Neste sentido, a especialista partilhou em entrevista as principais mensagens sobre a sua sessão “Farmacovigilância em Oncologia: a perspetiva do farmacêutico”, nas XI Perspectivas em Oncologia. Veja o vídeo.
“Atualmente, na Oncologia, estamos em contínua evolução em todos os estadios e com várias terapêuticas para oferecer aos nossos doentes.” Palavras promissoras da Dr.ª Ana Figueiredo, do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra, no âmbito da sua apresentação “Imunoterapia no tratamento neoadjuvante do cancro do pulmão: mudança de paradigma”, nas XI Perspectivas em Oncologia. Veja a entrevista para conhecer a evolução da imunoterapia neste tipo de cancro.
A investigação translacional tem demonstrado um crescimento significativo em território português. “Estamos a produzir mais e com melhor qualidade”, refere a Prof.ª Doutora Sérgia Velho, do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no papel do investigador, na sessão “Investigação translacional: estado atual e desafios”. Na perspetiva do regulador, a sessão contou com a presença do Dr. Carlos Lima Alves, da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (INFARMED), que partilhou que a entidade está a “responder a todos os desafios com os seus recursos” da investigação translacional. Veja as entrevistas.
“Cerca de 25 % das situações já nos chegam num estadio bastante avançado em que já nem temos oportunidade de tratar conservadoramente.” Quem o afirma é a Dr.ª Cristina Fonseca, oftalmologista do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, no âmbito da sessão “Desafios no tratamento do melanoma da coróide”, nas XI Perspectivas em Oncologia. O melanoma da coróide é um tumor raro, pelo que deve ser uma situação de alerta para a população e profissionais de saúde. Assista à entrevista sobre os desafios deste cancro.
“Realmente, temos visto uma grande evolução nas hipóteses com novos fármacos e estratégias a serem aprovadas” para o cancro da bexiga metastático. Quem o afirma é o Dr. Francisco Paralta Branco, do Hospital Beatriz Ângelo, sobre a sessão dedicada ao cancro urológico nas XI Perspectivas em Oncologia. No futuro, é preciso “encontrar um balanço e formas de gerir as toxicidades” em prol de um bem maior: “para que os doentes vivam mais e melhor”. Assista à entrevista.








