Entrevistas
O Dr. João Casanova, ginecologista oncológico da Fundação Champalimaud, foi um dos convidados do webinar da GSK “Principais questões no cancro do ovário nas diferentes perspetivas”, que decorreu a 19 de novembro no Congresso Nacional de Oncologia, com moderação da Dr.ª Noémia Afonso, do Centro Hospitalar Universitário do Porto. O especialista destacou o papel da cirurgia de citorredução primária seguida de quimioterapia adjuvante vs quimioterapia neoadjuvante seguida de cirurgia de citorredução de intervalo no tratamento do cancro do ovário.
Em comentário à sessão pré-congresso “Principais questões no cancro do ovário nas diferentes perspetivas”, promovida pela GSK, o Dr. David da Silva Dias, oncologista do Centro Hospitalar Universitário do Algarve, partilhou a sua opinião sobre os desafios no tratamento do cancro do ovário e a introdução dos inibidores da PARP (iPARP) no esquema terapêutico.
O webinar da GSK, intitulado “Principais questões no cancro do ovário nas diferentes perspetivas”, teve lugar a 19 de novembro no Congresso Nacional de Oncologia e contou com a participação e moderação da Dr.ª Noémia Afonso, oncologista médica do Centro Hospitalar Universitário do Porto, que apresentou as principais opções de tratamento sistémico do cancro do ovário, com destaque para os inibidores da PARP (iPARP).
No evento virtual da MSD “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia, a Dr.ª Sofia Campelos explicou o procedimento, que utilizam no Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), para fazer os controlos de imunocitoquímica. A especialista refere que, pelo que sabem, essa metodologia ainda não está a ser utilizada em mais nenhuma instituição do País, uma vez que a maioria dos sítios faz apenas o controlo em lâmina.
A anatomia patológica, hoje em dia, também já aconselha a terapêutica, já percebe qual pode ser o tratamento eficaz em determinado doente. “É uma enorme evolução”, diz a Prof.ª Doutora Paula Borralho, do Hospital CUF Descobertas, em Lisboa, no evento “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, que se realizou a 10 de outubro.
A Enf.ª Emília Alves, da Fundação Champalimaud, defende que a comunicação se treina e vão sendo adquiridas outras competências no processo. O treino dá “ferramentas preciosas para se conseguir efetivar melhor a relação terapêutica com o doente”, referiu aquando da apresentação que fez, no evento “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, onde se juntaram profissionais de várias classes da saúde.
Médicos de família sobrecarregados. Limitações no acesso a consultas. Desvio de profissionais. Redução de procedimentos e de acesso a meios de diagnóstico. Estas são algumas das situações que fazem prever um decréscimo no número de diagnósticos e de doentes tratados, embora o Dr. André Mansinho ressalve que não existem ainda dados efetivos que o comprovem. Por outro lado, o oncologista dá a conhecer a realidade do Hospital Santa Maria, em Lisboa, revelando que houve um aumento de primeiras consultas, face a 2019.
Os medos que existiam, inicialmente, sobre imunoterapia em doentes com cargas tumorais elevadas e com metastização cerebral “deixam de ter espaço”. Esta é a conclusão a reter da intervenção da Dr.ª Margarida Felizardo, no evento “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, onde apresentou, com a Dr.ª Encarnação Teixeira, dois casos clínicos “muito especiais”.
O Mês de Sensibilização para o Cancro do Pulmão assinala-se em novembro. Em entrevista ao My Oncologia, o Dr. Paulo Calvinho, coordenador da Unidade de Cirurgia torácica do Hospital de Santa Marta, em Lisboa, aborda o impacto que a COVID-19 está a ter no diagnóstico e tratamento do cancro do pulmão, nomeadamente a diminuição das listas de espera e do número de doentes discutidos em reuniões multidisciplinares. Além disso, defende a necessidade de investimento na deteção precoce, como forma de aumentar a sobrevida dos doentes e reduzir os custos para o Serviço Nacional de Saúde.
No âmbito das eleições para o Núcleo de Internos e Jovens Especialistas (NIJE) da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO), que decorrem entre os dias 12 e 19 de novembro, a My Oncologia esteve à conversa com o Dr. Diogo Martins Branco, oncologista do Instituto Português de Oncologia de Lisboa Francisco Gentil (IPO Lisboa) e atual membro do NIJE, sobre as principais áreas de atuação da Lista C e o seu foco na investigação e cooperação nacional e internacional. Veja a entrevista em vídeo.








