Entrevistas
“Nos doentes que têm metastização cerebral assintomática, justifica-se fazer o tratamento local antes de iniciar a imunoterapia ou deve-se fazer como já se fazia com os inibidores das tirosina quinases?”. Esta foi uma das questões levantadas pela Dr.ª Ana Figueiredo ao especialista austríaco Dr. Maximilian Hochmair, no evento “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, que se realizou a 10 de outubro.
A convite da My Oncologia, a Prof.ª Doutora Bárbara Parente, pneumologista do Hospital CUF Porto, partilhou os estudos que considerou mais relevantes, apresentados no congresso da ESMO 2020 na área do cancro do pulmão. Veja o vídeo.
O evento “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia” é sempre um marco na formação médica e, este ano, não foi exceção, mesmo tendo decorrido online, a 10 de outubro. É a opinião do Dr. Fernando Barata, do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra. Para si, como membro da Comissão Científica, o desafio foi superado.
Os doentes que pertencem às populações especiais também podem ser tratados com imunoterapia de “forma segura”, uma vez que estudos defendem que nesses grupos a “eficácia não fica alterada”. A mensagem é da especialista Dr.ª Ana Barroso, no evento “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, que se realizou a 10 de outubro.
O Prof. Doutor Venceslau Hespanhol afirma estar satisfeito com o rumo que a investigação em cancro do pulmão está a levar, quando comparada com o era há 10 anos. No âmbito do evento virtual da MSD “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, que decorreu a 10 de outubro, referiu que o conhecimento tem permitido transformar a perspetiva de tratamento e do prognóstico dos doentes.
É preciso continuar a apostar em fazer bem aquilo que existe, com as imperfeições já conhecidas, porque ainda vai demorar até que haja um rival capaz de destronar aquilo que existe atualmente. Esta foi a mensagem passada pelo Prof. Doutor Rui Henrique, no evento da MSD “Cancro do Pulmão: o Doente no Centro da Imunoterapia”, que decorreu a 10 de outubro, onde falou sobre novos anticorpos e biomarcadores.
Após a moderação do Webinar “Biomarcadores no carcinoma urotelial” por parte do Prof. Doutor Rui Henrique, anatomopatologista do IPO do Porto, coube ao Prof. Doutor António Beltran, anatomopatologista da Fundação Champalimaud, fazer as considerações finais. Antes de dar por concluído o Webinar, o Prof. Doutor António Beltran lançou um repto aos ilustres palestrantes: “se amanhã pudessem escolher só um biomarcador para o cancro urotelial não músculo invasivo e só um biomarcador para o cancro urotelial músculo invasivo, qual seriam as vossas escolhas?”.
A última palestra do Webinar “Biomarcadores no Carcinoma Urotelial”, realizado a 8 de setembro pela MSD, foi dedicada à apresentação dos biomarcadores com aplicação atual na tomada de decisão terapêutica para o tratamento do carcinoma urotelial músculo-invasivo metastizado e com aplicação futura na escolha de outras opções terapêuticas que estão em investigação. A apresentação desta palestra esteve a cargo do Prof. Doutor Vitor Sousa, professor de Medicina na Universidade de Coimbra e anatomopatologista do CHUC.
Coube ao Dr. Pedro Madeira, oncologista do IPO de Coimbra, apresentar o panorama atual e as perspetivas futuras no tratamento do carcinoma urotelial músculo invasivo. A sua palestra, integrada no Webinar organizado pela MSD e denominado “Biomarcadores no carcinoma urotelial”, realçou o papel relevante do biomarcador PD-L1 na área do diagnóstico e de decisão clínica do tratamento.
Na palestra dedicada aos biomarcadores no carcinoma urotelial não músculo invasivo, integrada no Webinar organizado pela MSD, o Prof. Doutor Vitor Sousa, professor de Medicina na Universidade de Coimbra e anatomopatologista do CHUC, partilhou o estado da arte nesta área, destacando os dois biomarcadores aprovados pela FDA e incorporados nas guidelines de 2020, e sintetizando a lista extensa de diferentes categorias de biomarcadores que estão a ser intensamente estudadas.








